A Associação dos Oficiais Investigadores de Polícia Civil do Espírito Santo (AOFIPOL-ES) vem a público manifestar preocupação quanto à condução das apurações envolvendo Oficiais Investigadores da Polícia Civil, em missão especial na SESP, e Delegados de Polícia, no âmbito do Inquérito Policial nº 001/2026.

A situação transcende a esfera individual dos profissionais envolvidos e alcança a credibilidade do próprio sistema de controle interno da instituição.

A AOFIPOL-ES reafirma que não se opõe à apuração de eventuais irregularidades. Pelo contrário, defende investigações conduzidas com rigor técnico, imparcialidade e responsabilidade. Contudo, não se pode admitir a condução de procedimentos que suscitam dúvidas quanto à neutralidade, coerência e isenção.

O relatório que embasa os indiciamentos aponta elementos que demandam atenção, como divergências entre versões e relatórios, possíveis indícios de seletividade investigativa, ausência de plena transparência na exposição das provas e a existência de conflitos internos que podem ter impactado o andamento das apurações.

Diante desse cenário, a Associação ressalta que a Corregedoria deve atuar com independência, não podendo ser utilizada como instrumento de disputas internas, nem o poder disciplinar servir como meio de perseguição.

A Polícia Civil necessita de uma corregedoria forte, mas, sobretudo, imparcial. A exposição pública de policiais em meio a controvérsias técnicas e conflitos institucionais exige cautela e responsabilidade.

Os Oficiais Investigadores e Delegados envolvidos possuem trajetória funcional relevante e atuação significativa no enfrentamento ao crime organizado, inclusive em atividades estratégicas no âmbito da SESP, o que reforça a necessidade de apurações conduzidas com equilíbrio e justiça.

A AOFIPOL-ES reafirma sua posição:

  • acredita na apuração rigorosa dos fatos;
  • defende a responsabilização, quando devidamente comprovada;
  • exige absoluta imparcialidade nos procedimentos.

A Associação também deixa claro que não aceitará perseguições internas, distorções investigativas ou o uso indevido de mecanismos institucionais para fragilizar membros da própria Polícia Civil.

Defender os policiais neste momento é preservar o Estado de Direito dentro da instituição.

Se houver irregularidades, que sejam comprovadas com base em critérios técnicos, transparência e justiça. Sem imparcialidade, não há justiça, mas sim arbitrariedade.

A AOFIPOL-ES acompanhará o caso de forma rigorosa e adotará todas as medidas necessárias para garantir o respeito aos direitos dos policiais e a busca pela verdade, livre de interferências indevidas.

A Polícia Civil precisa de união, não de conflitos internos.

Serra/ES, 07 de abril de 2026.
AOFIPOL-ES